terça-feira, setembro 10, 2013

Vai pra......



O que você faria com três reais? Compraria um chocolate, talvez. E que tal usar um serviço telefônico para aliviar as tensões diárias ou fazer aquela alminha sebosa que consegue estragar o seu dia ouvir tudo aquilo que você gostaria de dizer, mas o bom senso, a prudência ou  o medo de uma demissão te impedem de fazer?
Com a simples, e genial, sim, porque as coisas geniais são simples, pergunta “Já mandou alguém tomar no cu hoje?”, o site www.xingueseuamigo.com.br lançou o serviço de xingamentos e impropérios telefônico. Basta você ir até o site citado, enviar o número telefônico alvo e voilá, O seu desafeto do dia ouvirá tudo aquilo que merece, ou não, de cobras a lagartos, isso por só três reais.
Mas se sua lista for grande demais, sem problemas a cobrança pode ser feita tanto por boleto bancário ou cartão de crédito, ou seja, se a sua lista não for tão grande assim, você pode importunar sem peso na consciência e a prestações.
O “serviço” foi lançado hoje, 10 de setembro, no meio da tarde. Quando me mostraram tinham cerca de duzentas pessoas xingadas, quatro horas depois, mais de duas mil pessoas já tinham ouvido os devidos palavrões.

domingo, agosto 18, 2013

Literalmente um desafio



Em janeiro deste ano o amigo Felipe Damo, também jornalista, lançou o desafio para seus comparsas de rede social: Vamos ler um livro por semana em 2013? Ou seja, pouco mais de 50 livros em 365 dias. Sem importar tamanho, conteúdo, assunto, vale tudo, inclusive releituras.
Lembrando que a leitura é algo intrigante, não falo da literatura em si, mas do ato de ler, pouco habitual no Brasil, e me desculpe, mas o preço impopular, não é o vilão da história, pelo menos não o único. Existem os sebos, as bibliotecas e pela internet sempre tem um balaio acontecendo.  Mas essa discussão não leva a nada e também não é o assunto destas linhas.
Feito o parêntese .  Preciso dizer que já de largada fiquei não em desvantagem, porque não se trata de uma corrida, mas quase um desafio pessoal em coletivo, se é que é possível existir e compreender algo do gênero, enfim, no momento do desafio lançado pelo Felipe tinha recém-iniciado a leitura de Ulysses, do Joyce, então lógico que demorei mais de uma semana para concluir o acompanhamento do dia de Leopold Bloom. Porém, para mim a quantidade de livros não é tão significativa, porque também não houve grande alteração na rotina de leitura, só “me puxei” um pouquinho mais e passei a listar as obras lidas, sempre relacionadas nos últimos dias de cada mês no perfil do Felipe no Facebook, assim como os outros.
Ao me puxar um pouquinho mais, acabei seguindo o pensamento de Marx, o Grouxo, óbvio, que disse gostar da televisão por ela incentivar a leitura, não nestas palavras, mas com um pouco mais de picardia: “Acho que a televisão é muito educativa. Todas as vezes que alguém liga o aparelho, vou para a outra sala e leio um livro”. Acho que tem acontecido o mesmo com os outros participantes. Outro ponto é a troca de informações sobre livros, as listas, impressões e coincidências que naturalmente ocorrem a cada lista publicada. É preciso ressaltar que não há cobrança, cada um segue o ritmo que a correria do cotidiano permite.
Por enquanto, a minha lista é essa, não necessariamente nesta ordem:
Ulysses – James Joyce;  O último dia de um condenado – Victor Hugo ; O escafandro e a borboleta – Jean-Dominique Bauby ;  Junta-cadáveres – Juan Carlos Onetti; O pequeno livro do rock – Hervé Bourhis;  O derrotista – Joe Sacco; Não há dia fácil – Mark Owen; O circo da noite – Erin Morgenstern; A história do mundo em seis copos – T. Standage; Revolução – Milo Manara;  Garotas de Tóquio – Frédéric Boilét; Os irmãos Karamasov Vol. 1  - Fiodor Dostoiéwiski; O cemitério de Praga – Umberto Eco; Memorial do convento – José Saramago; O corvo e suas traduções – Edgar Alan Poe; Under their thumb – Bill German; Matadouro 5 – Kurt Vonneguth; Mulheres, chapéus voadores e outras coisas legais – Rafael Silveira; Desde que o samba é samba – Paulo Lins; Guerra e Spray – Banksy; Alfred Hitchcock e os bastidores de psicose – Stephen Rebello

domingo, junho 30, 2013

Começou a corrida pela amarelinha



Quem estudou um pouquinho da história de comunicação sabe dos bons resultados que se tem da união esporte com empresas de comunicação. E um desses exemplos se tornou secular ontem com a centésima edição do Tour de France, a mais popular prova de ciclismo do mundo.
Pois bem, a prova que, neste ano, percorre 3 360 Km, em 21 etapas em todo território francês iniciou 29 de junho e termina 21 de julho começou com o jornal L’Auto que para melhorar suas vendas e garantir os anunciantes criou a prova que todo ciclista deseja participar. Para ter uma noção da ousadia, em 1903, primeiro ano da volta francesa, vinte minutos depois de Maurice Garin ultrapassar a linha de chegada sendo o primeiro vencedor da prova 130 mil exemplares de um caderno especial do Tour foram vendidos. Hoje o Tour de France é transmitido para mais de 150 países via TV.
Se você percebeu eu citei 1903 como início, mas chamei de centenária e estamos em 2013, não é erro de matemática não. É simples, a prova foi cancelada durante as duas grandes guerras. Em 2003 foi comemorado os cem anos da competição com toda a pompa e circunstância.
Várias estratégias de marketing foram e continuam a se realizadas durante o Tour, mas outra digna de nota. É a mítica camisa amarela. Se você nunca se deu conta a maioria das equipes profissionais e até amadoras não usam a cor amarela. Em 1919, a ideia simples e genial. No final de cada etapa, computados os tempos dos atletas, o líder geral da competição ganharia destaque do batalhão usando uma camisa especial enquanto fosse líder. A maillot jaune (camisa amarela) é até hoje objeto de desejo e cobiça de ciclistas e amantes do esporte. A cor amarela não foi escolhida aletoriamente, a genialidade está no fato de que é essa a cor das páginas do L’Auto.

quarta-feira, junho 26, 2013

Um salve para Mr. Jones



Sabe aquelas listas das dez, cinco mais qualquer coisa, para levar a qualquer lugar e que geram discussões e pérolas, então, como não chegamos a nenhum final de coisa qualquer época que estas listas são realizadas só vou citar um item, para chegar logo ao assunto. The Clash. Isto basta.
Se pudesse ter um De Lorean customizado pelo Dr. Brown iria há alguns shows do Clash. Mas como não é possível, me contento em registrar o aniversário de Michael Geoffrey Jones ou simplesmente Mick Jones, guitarrista e vocalista do Clash que faz hoje 58 anos de idade.

terça-feira, junho 25, 2013

CTC, MTC - Onde estão?




Cultura não é tradição, apesar de uma estar diretamente ligada a outra e a primeira ter a possibilidade de tornar-se a segunda e vice-versa e ao contrário. Por curiosidade fui até o oráculo da vida contemporânea, da qual nossas vidas passaram a depender, para uma consulta. Com direito a única pergunta, peguei a senha virtual e a resposta me deixou confuso.
Há alguns dias venho perguntando, motivado por umas bizarrices, claro que tinha de ser algo do gênero, sobre a tradição catarinense. Há mais de uma década nessas plagas, só vi e ouvi reclamações sobre o tal bairrismo, arrogância e outras facetas características dos gaúchos. Mas sabes que qualquer coisa que digam sobre nós é só inveja, no palavreado ‘muderno’ hastag #beijorecalque. Kkkkk
Brincadeiras à parte, me questionei ao ver uma presidente de fundação cultural tentar barrar a participação de pessoas de fora, não moradoras, em uma licitação para a realização de um documentário sobre algo tradicional catarinense, que é a pesca da Tainha. ????????? Além de ilegal é imoral. Mas isso é assunto para outra manga. Porque é uma tentativa de favorecer amigos e coisas do gênero.
Mas a questão, é que a figura tem uma forte tendência a andar de costas, olhar para trás, enquanto vive os dias de hoje e numa posição xenófoba, beira ao absurdo em algumas atitudes. Então larguei: Vou sugerir para a criatura criar um Centro de Tradições Catarinenses já que é nesse mundo em que a peça vive.
 Mas falando do que interessa.
Não encontrei, ou melhor, o google (oráculo), apontou claro o CTG, CTN(tradições nordestinas) paulistas e as únicas envolvendo Santa Catarina eram as filiadas ao Movimento Tradicional Gaúcho ( desculpe aí). Olha a oportunidade aí. Sempre me disseram que a necessidade gera a oportunidade, fomentando a criatividade e com isso a solução. Existem grupos folclóricos, institutos, mas nessa pesquisa superintensa de três minutos, ou seja, hiper embasada, não vi nada que unisse e englobasse todas as manifestações folclóricas catarinenses.   Depois mudei para tradições açorianas apareceu algumas notícias de tentativa de criação de um Centro de Tradições Açorianas, em Governador Celso Ramos, a 50 km daqui. Olha que maravilha!!!!!!!!!!!!! Comecei a ler a notícia, e veio ele, o porém, sempre ele, a criação do tal CTA funcionaria apenas para legalizar a farra do boi. Sabe como é, estava bom demais para ser.
Ao ponto: Se criado fosse ou difundido (caso exista) pessoas como a citada acima teriam seu devido lugar, sem cometer despautérios. Simples assim. Por que as pessoas complicam?